BESS e Zero Grid: A Solução Imediata para Custo e Restrição de Energia em MT
Para grandes consumidores de energia em Mato Grosso, o cenário energético apresenta dois desafios críticos e recorrentes:
O impacto financeiro da "Demanda Contratada no Horário de Ponta", um dos componentes de maior peso na fatura do Grupo A.
A crescente dificuldade em aprovar novos projetos de geração própria, muitas vezes barrados por um "parecer de acesso negado" devido à saturação da rede elétrica local.
O que até pouco tempo era visto como "tecnologia do futuro", hoje se consolida como a principal resposta estratégica para esses problemas. Soluções como BESS (Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias) e "Zero Grid" não são mais tendências; são ferramentas práticas e financeiramente viáveis.
Análises recentes do Canal Solar, um dos principais veículos do setor, confirmam o que já vivenciamos na prática: a hora dessas tecnologias é agora.
O Fim da Injeção na Rede: Por que o "Zero Grid" é o Novo Padrão
O problema da rede saturada é um obstáculo real. Ao tentar aprovar uma usina solar, muitos consumidores recebem um parecer negativo da concessionária, que impede a injeção do excedente de energia na rede. Isso trava investimentos e limita o potencial de economia.
A solução de engenharia para este impasse é a estratégia Zero Grid (ou Zero Export).
Uma matéria recente do Canal Solar ("Futuro das usinas solares junto à carga no mercado livre é o grid zero") valida essa abordagem em nível nacional. O artigo é claro: para grandes consumidores, a viabilidade de injetar na rede está diminuindo.
Com isso, o "Zero Grid" deixa de ser um "plano B" para contornar uma restrição e se torna o "Plano A" para a máxima eficiência.
A lógica do projeto muda: em vez de gerar o máximo possível e exportar o excedente, a engenharia projeta um sistema inteligente que garante que 100% da energia gerada seja consumida instantaneamente, "para dentro do medidor".
Isso resolve a restrição de acesso. Mas como garantir que essa geração seja 100% aproveitada, sem desperdício e sem depender da rede? É aqui que entra o segundo pilar da estratégia.
O "Segredo" da Viabilidade do BESS: Engenharia Financeira
Se o Zero Grid é a estratégia, o BESS (bateria) é a ferramenta que a torna financeiramente viável.O BESS é a solução técnica ideal para "raspar" os picos de Demanda Contratada no Horário de Ponta. Naturalmente, o investimento inicial é uma consideração importante.
Outra matéria do Canal Solar ("Especialistas debatem caminhos para viabilizar o BESS no Brasil") ilumina este ponto. Enquanto o Brasil debate os grandes desafios tributários e de financiamento para baterias, o artigo destaca que o mercado "Behind the Meter" (BTM) – ou seja, instalado diretamente no consumidor – "já está acontecendo" e "começa a ganhar corpo".
E qual é o segredo para o payback? Os especialistas são unânimes: é o "empilhamento de receitas" (revenue stacking).
O sistema de bateria precisa ser inteligente e cumprir mais de uma função financeira para se pagar.
A Estratégia Combinada: Como BESS + Zero Grid Viabilizam sua Economia
É aqui que a engenharia estratégica une os dois conceitos para criar valor real. Usar BESS + FV em um projeto Zero Grid é o "empilhamento de receitas" na prática:
Valor 1 (Financeiro): O BESS paga o investimento. A bateria é programada para atuar cirurgicamente na sua "Demanda de Ponta". A economia gerada por essa "raspagem" de pico (Peak Shaving) é a primeira, e mais clara, fonte de receita que paga o projeto.
Valor 2 (Eficiência): O BESS viabiliza o Zero Grid. Durante o dia, sua usina solar gera energia. Se o consumo for baixo, em vez de injetar na rede (o que foi negado), a energia carrega as baterias. O BESS absorve todo o excedente, garantindo 100% de aproveitamento e o autoconsumo total que o Zero Grid exige.
Valor 3 (Operacional): O BESS garante o Uptime. Como benefício adicional, esse sistema fornece segurança energética. Em caso de falha da concessionária, a bateria pode assumir cargas críticas, garantindo o uptime da operação e evitando perdas.
Conclusão: Não é sobre Painel Solar, é sobre Competitividade
O que as tendências do setor e as matérias especializadas nos mostram é que a engenharia elétrica deixou de ser apenas sobre instalação e passou a ser sobre inteligência financeira.
Para os consumidores em Mato Grosso, que enfrentam custos de ponta elevados e redes restritas, a combinação de BESS e Zero Grid não é uma "opção verde". É uma ferramenta de gestão de ativos e de aumento de competitividade.
A pergunta que todo grande consumidor deve se fazer não é "quanto custa um projeto assim?", mas "quanto a minha empresa está perdendo por mês ao não ter um sistema que resolve a Demanda de Ponta e as restrições da rede?"
Pronto para transformar seu maior custo de energia em um ativo estratégico? Entre em contato para uma análise de viabilidade da sua fatura do Grupo A.
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